A obstipação também afeta mulheres desportistas, apesar de um estilo de vida saudável e atividade física regular.
O paradoxo é comum: quanto mais se treina, mais irregular o trânsito intestinal pode tornar-se.
A razão? Um conjunto de fatores fisiológicos, hormonais e nutricionais específicos do corpo feminino.
⭐ 1. Hidratação frequentemente insuficiente
A atividade desportiva aumenta as perdas hídricas.
Sem reidratação adequada:
→ as fezes tornam-se mais secas,
→ o intestino abranda,
→ o cólon absorve ainda mais água.
Muitas desportistas bebem durante o esforço, mas não o suficiente ao longo do dia.
⭐ 2. Um aporte de fibras mal equilibrado
Algumas desportistas:
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comem "limpo", mas pobre em fibras suaves,
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consomem demasiadas barras proteicas,
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privilegiam arroz/massas brancas antes dos treinos.
Resultado:
→ trânsito intestinal abrandado,
→ fezes compactas.
As fibras devem ser adaptadas, não massivas nem irritantes.
⭐ 3. Demasiadas proteínas (ou proteínas difíceis de digerir)
Um excesso de proteínas, nomeadamente animais ou em pó, pode:
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abrandar a digestão,
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promover a desidratação,
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secar as fezes.
Os pós ricos em adoçantes são particularmente obstipantes.
⭐ 4. Uma respiração diafragmática limitada
Em muitas desportistas, o diafragma está:
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contraído,
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pouco móvel,
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sujeito ao stress de desempenho.
Ora, um diafragma pouco móvel:
→ diminui a "massagem" natural do intestino,
→ pode contribuir para a obstipação e inchaço.
⭐ 5. Stress, competição e sistema nervoso em modo “alerta”
O stress desportivo ativa o sistema simpático:
→ digestão abrandada,
→ cólon que se contrai,
→ evacuação mais difícil.
Isto afeta particularmente as mulheres, cuja digestão é muito sensível às flutuações hormonais e emocionais.
⭐ 6. Um pavimento pélvico demasiado tónico
As desportistas que praticam:
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corrida intensiva,
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crossfit,
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dança,
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musculação pesada,
desenvolvem por vezes um pavimento pélvico hipertónico, o que:
→ torna a evacuação difícil,
→ dá a impressão de "bloqueio".
⭐ 7. Alterações hormonais que modificam o trânsito
Durante:
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a fase lútea,
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a preparação de uma competição,
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o excesso de treino desportivo,
a progesterona e o cortisol podem abrandar o trânsito intestinal.
⭐ Opinião de peritos (consenso científico)
As pesquisas em fisiologia desportiva, neurogastroenterologia, nutrição desportiva e reeducação perineal mostram que:
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As desportistas estão em risco de desidratação crónica, um fator importante de obstipação.
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Um aporte excessivo de proteínas ou fibras insolúveis desequilibra o trânsito intestinal.
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O stress de desempenho influencia fortemente a motilidade através do nervo vago.
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O pavimento pélvico hipertónico está frequentemente associado a dificuldades de evacuação.
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A respiração diafragmática é uma alavanca chave para melhorar o trânsito intestinal.


